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31.7.07
LIVRO DA VEZ V
Bom livro, mas não tenho aspas para postar aqui. Escrito por Roberto Bolaño. ASPAS
"Só você pra me fazer tomar banho nesse frio horroroso!" Dito por Dona Celina, viúva, no mercado, segundos antes de beijar o sabonete (foto) e acomodá-lo no carrinho. Devidamente comprovado por mim. COMENTE:
30.7.07
VIZINHOS I (...) Eu, eu adoro os meus vizinhos. Eles não têm cachorro – exceto Pingo - , não escutam música alta – exceto aos domingos -, nunca chamaram a polícia – exceto na minha última festa de aniversário -, não são fofoqueiros – exceto eu. E nunca tentaram envenenar meu gato – mas eu nem tenho um. Escrito por Rosana Caiado, na coluna da semana, “Teresa e eu”. Para continuar lendo, clique aqui. VIZINHOS II Eu queria mesmo era falar do meu vizinho de vaga, com quem há algumas semanas comecei uma Guerra Fria. Na coluna, falei do CF, da já conhecida Bruna, apresentei a protagonista do meu filme, Teresa, e acabei deixando o meu vizinho de vaga de lado. Talvez na próxima. Escrito por Rosana, que planejava escrever sobre o vizinho de vaga, mas teve idéia melhor, ontem, no teatro. UMA COISA PUXA A OUTRA I Ontem, no teatro, tive a idéia para a próxima coluna. Registro aqui porque foi a primeira vez que a idéia veio no domingo, antes mesmo da coluna vigente ir pro ar. Achei lindo, dá uma sensação de tranqüilidade para a semana toda, quando todas as novas idéias vão dar cambalhotas e piruetas para confluir para esta idéia que tive para a coluna – como vocês devem saber, idéia tem ima. Aconteceu na platéia do Autofalante, do Pedro Cardoso. Escrito por Rosana Caiado, sobre o exercício semanal que melhor trabalha seus músculos. UMA COISA PUXA A OUTRA II Ri à beça no Autofalante. Mas teve uma piada que me fez refletir. Dizia mais ou menos que a melhor coisa pra fazer quando se está nervoso/ansioso/com problemas é botar roupa pra lavar. Você aperta o botão e já se sente melhor. Afinal de contas, há alguém fazendo alguma coisa por você. Era isso. Acabou a piada. Claro, eu não sei contar como Pedro Cardoso, dã. Escrito por mim, que saí correndo em direção ao cesto de roupa suja e arremessei um bolo na máquina. Já posso sentir o perfume pela casa. COMENTE:
18.7.07
O LIVRO DA VEZ IV “- Há ainda outra coisa, - acrescentou Nanaya – os oráculos dizem que você está envolvida numa relação amorosa importante, mas que não vai ser para toda a vida. - Incrível – troçou Lídia – e eu a pensar que nem duas vidas chegavam para tão grande amor“. Escrito por Agualusa, em “Estação das Chuvas", o livro da semana. COMENTE:
16.7.07
SE EU FOSSE HOMEM I Se eu fosse homem, iria aprender a tocar violão. Dito por Marília, sem pestanejar. SE EU FOSSE HOMEM II Se eu fosse homem, queria ser o Fábio Assunção. Pedido por Juliana, ao gênio da lâmpada. SE EU FOSSE HOMEM III Se eu fosse homem, até que te tava uns agarras... Confessado por Guilherme, depois de cinco caipirinhas. SE EU FOSSE HOMEM IV Se eu fosse homem, será que eu seria tão boba como eles? Ah, não! Questionado por Viviane, apavorada. SE EU FOSSE HOMEM V "Se na próxima vida - caso houver - eu vier para esse mundo – caso ainda exista - sob o corpo, a cabeça e tudo mais de homem, garanto: só vou me interessar por mulheres mais jovens. Melhor: nada de mulheres, que venham as moças, garotas, garotinhas, meninas em todo o seu frescor - uma mulher que acabou de sair da gaveta". Escrito por Rosana Caiado, no início da coluna da semana, chamada “Se eu fosse homem”. Para ler o resto, clique AQUI. COMENTE:
15.7.07
PAN I O Engenhão está lindo. Caso vá conhecê-lo no PAN, opte pelo ingresso mais barato. No sábado, para o futebol feminino do Brasil, compramos o mais caro à toa - ninguém checa seu ticket e você escolhe onde vai sentar. Sobre o jogo, Marta é impressionante e houve torcedor reivindicando um lugar para ela no time do Flamengo. Postado por Rosana, de verde e amarelo. XEXÉO I Nas minhas primeiras lembranças de mim mesma, miúda, sentada no sofá da sala lendo o jornal, as frases eram do Xexéo. Com o passar dos anos, por um motivo ou por outro, deixei a coluna dele de lado. Até a última página da revista Domingo, hoje, quando um tema que muito me interessa me pegou: meias. Xexéo não entende como os pares de meias se desfazem e garante ter mais de 50 meias sem par. Xexéo, eu também não entendo. Como o colunista, tenho aqui em casa uma gaveta onde guardo as meias sem par. Antes de ler a coluna, chamava a gaveta de cemitério de meias. Agora, não mais: Xexéo me fez ver o óbvio - as meias não morreram, elas somente se descasaram, isto é, não estavam felizes ao lado do par e pediram o divórcio, cada uma pro seu lado. Finalmente me dei conta de que a gaveta de meias sozinhas (ou solteiras) está longe de ser um cemitério - está mais para point de azaração. Ontem mesmo, na hora de dormir, resolvi dar uma força. Enfiei a mão na gaveta e pesquei duas meias diferentes que, pela força do destino, formaram par por uma noite, como um primeiro encontro. Hoje, ao acordar, adivinha, notei que uma delas havia escapulido do pé e acordado juntinho da outra. Sei não, mas acho que estão namorando. Escrito por Rosana, cupida. COMENTE:
13.7.07
ATUALIZAÇÃO II Não ligo para sexta-feira 13. Mas ontem, no salão, uma senhora disse que sua filha se casaria hoje. Aí já é demais, não? Preciso de uma neosaldina. Escrito por C., que daria um braço por um escalda-pés. * O bom do blog é a possibilidade de voltar atrás, editar, apagar, whatever. COMENTE:
10.7.07
PROSA NAS LIVRARIAS I
Eu disse que tenho dois livros do Agualusa na fila de trabalho aqui em casa? Pois é. Fui vê-lo no debate organizado pelo Prosa & Verso, o Prosa nas Livrarias, ontem no Travessão. Mas pouco ou quase nada se falou especificamente sobre os livros. O debate girou em torno de África e Língua Portuguesa. Mauro Ventura, o mediador, abriu espaço para perguntas, mas é óbvio que eu não tive coragem de levantar o dedo. PERGUNTA QUE NÃO FIZ I Agualusa, li que “As mulheres de meu pai” foi feito em parceria com uma cineasta e que a intenção inicial era escrever um roteiro em vez de um livro. Gostaria de ouvir de você sobre o processo de criação dessa história a quatro mãos e do caminho entre o roteiro e o livro. PERGUNTA QUE NÃO FIZ II Agualusa, vou ter que escrever um parecer sobre seu livro, sugerindo (ou não) o aproveitamento das tramas para tevê. Você poderia me dar uma mãozinha? É coisa rápida, pode deixar. Faça, por gentileza, um resumo da história do livro, tipo cinco linhas. Há progressão dramática? O personagem central se credencia como herói? Os personagens têm motivações e objetivos claros? Há antagonismo forte? A trama apresenta reviravoltas? Tem fôlego? Pode ser transposta para os dias atuais? No caso de uma adaptação, qual seria o melhor horário de exibição? Renderia uma novela? Uma minissérie? Que tal um seriado? Ou um quadro do Fantástico? MOMENTO CARAS I Quando a mesa acabou, Agualusa deu meia dúzia de autógrafos e traçou uma linha reta até Thalma de Freitas, enlaçando sua cintura e beijando seus lábios, para desapontamento das leitoras mal intencionadas a sua espera. Agualusa, como diria minha mãe, é um peixão. PROSA NA LIVRARIA II Durante o debate, tive uma idéia para a coluna da semana. Veremos se, até sexta-feira, ela tomará forma ou irá soar como mais uma tremenda bobagem. MIGUEL GULLANDER
Leu um excelente trecho do “Perdido de volta”. Deu vontade de comprar. Escrito por R.C. COMENTE:
9.7.07
10 MINUTOS É quanto demoro entre abrir os olhos e levantar da cama. É tudo o que preciso para te conquistar. É o tempo médio que os tailandeses gastam com preliminares. É o meu recorde sem pensar em você. É o título da coluna da semana no Bolsa. Clique. Digitado por mim, em um cyber (e eu lá sou mulher de cyber?), em dez minutos. COMENTE:
3.7.07
LIVRO DA VEZ III Não há livro da vez, não há livro. Não há livro. Há, sim trabalho, há, sim, um parecer – mas não há livro. Não há livro da vez dessa vez nem tampouco haverá na próxima. Na próxima, voltará a haver livro que se tornará o livro da vez. Justificado por mim, confusa. SEM TÍTULO I Hoje de manhã, estava eu no ponto de ônibus para ir para a ENSP, quando um menininho passou de mãos dadas com o pai. Olhou para mim, o menininho. Andou mais um pouco e olhou de novo. Soltou a mão do pai e veio na minha direção. Olhou para o pai, que falou: "vai lá falar com a moça". Ele veio. Abaixei enquanto aqueles passos de dois anos de idade vinham em minha direção. Perto, pedi: "dá um beijo?". Ele deu. "Agora pode voltar para o seu pai". Voltou. Olhou pra mim de novo, me deu tchau com a mão e eu, também. Me olhou de novo enquanto caminhava. Eu esperava o ônibus e vieram lágrimas. Enviado para mim, por Aline. COMENTE:
2.7.07
PAIXÕES I E II A questão do amor é uma vulgaridade, um lugar-comum, um dos clichês mais usados da Terra. Desde o início dos tempos, filósofos e artistas têm tratado do assunto com insistência obsessiva, e provavelmente não tenha havido um único ser humano que, chegando à idade da razão, não haja dedicado ao tema uma boa quantidade de pensamentos. Todos acreditamos que sabemos sobre o amor, todos acreditamos que entendemos alguma coisa sobre o amor. Mas, apesar disso, o amor continua sendo uma matéria obscura, o reino da confusão e do enigmático. Escrito por Rosa Montero, em Paixões. A paixão é ( ) livre, ( ) gosta de experimentar, ( ) acabou de sair do forno, ( ) a paixão brinca de ( ) esconde-esconde, ( ) trepa-trepa, ( ) escorrega pelas mãos, ( ) sopra segredo no ouvido, ( ) pede flashback em todo capítulo, ( ) é uma novela, ( ) beija de língua, ( ) beija apertado, ( ) como os esquimós. Escrito por mim, em “Sobre a paixão”. COMENTE: |