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30.9.09

SITE METER II
Tem alguém bastante interessado no Complete. Entra lá várias vezes por dia, preferencialmente, depois da meia-noite. Usa Mac.

Percebido por Rosana.


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28.9.09

AMORES
Caminhamos de braços dados, eu e minha irmã. Eu olho para o chão, ela, para a nossa prima que está três passos à frente, de mãos dadas com seu primeiro namorado, ambos com 14 anos.

- Não há como o primeiro amor.

Escrito por Rosana Caiado, na coluna da semana. Para continuar lendo, clique aqui.


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24.9.09

SITE METER
Entre ontem e hoje, quatro pessoas me googlearam e entraram no Pseudônimos. Uma é de Cabro Frio, a outra é do Rio e a outra é da Fiocruz. A quarta procurou por Rosane Caiado faltando quinze para uma da manhã.

Notado por Rosaná.

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21.9.09

LURDES
Lurdes está tomando antibiótico de seis em seis horas. Me pergunta quando deve ser o próximo, se o último foi às 14h30. "20h30", respondo. "E depois?" "2h30". "Perfeito". "Perfeito para quê?"

Escrito por Rosana na coluna da semana. Para continuar lendo, clique aqui.


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16.9.09

O TECO-TECO E A CAMPAINHA
Estou em um teco-teco cinza, voando em linha reta. O céu está azul. Somos eu e o piloto, de quem não vejo o rosto. A viagem está calma, sem turbulências. Até que, de repente, o chão sob meus pés se abre e entro em queda livre.

Para continuar lendo a coluna da semana, clique aqui.


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15.9.09

PROBLEMAS TÉCNICOS
Por conta de problemas técnicos, o Bolsa de Mulher não conseguiu colocar no ar algumas matéria e colunas, como a minha.
Em breve, tudo voltará ao normal.

Avisado por Marcella Brum.


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10.9.09

TENHO DOIS GATOS POR QUATRO MESES VII






Fotografado por Rosana, que nunca se acostuma com a beleza do Fingo.

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9.9.09

09/09/09 I
Hoje é dia 09/09/09. No ano que vem, teremos o 10/10/10. E depois, 11/11/11. E, por último, 12/12/12. E acabou – pelo menos para nós, que já nascemos e morreremos em poucos anos. A repetição dos números só voltará a acontecer em 3001: 01/01/01.

Pensado por Rosana, em 08/08/09.


09/09/09 I
FORÇA ESTRANHA
Numerologicamente falando, hoje, 09/09/09, já seria, segundo a especialista Amabile Capelli, um dia “promissor para o romance”. Com a lua cheia então... “As pessoas têm que ter cuidado porque vão estar com a parte emocional acesa. Falta pouco para provocar um acidente por ciúme”.

Publicado no Gente Boa.


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7.9.09

LIBERDADE
Para ler a coluna da semana, que fala sobre tirar sutiãs e calcinhas e ligar o ventilador, clique aqui.
Dessa vez, não tem propagandas, eu juro.

Linkado por Rosana.

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3.9.09

MEU DESEJO FOI REALIZADO I
Os links de propaganda no meio da minha coluna foram retirados. Só restou um, no final. Tudo bem.

Realizado por Maíra Donnici


MEU DESEJO FOI REALIZADO II
Agora tenho uma planta na sala. Ela tem a minha altura.

Realizado por Luciana Caiado e Seu Luis.


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2.9.09
COPY/PASTE

O Grande e o pequeno

Todo caso de amor tem um grande e um pequeno. Alguém um dia falou, em francês, que em todo caso de amor il y a toujours qui aime et qui se laisse aimer. É mais ou menos a mesma coisa. O pequeno ama, o grande se deixa amar. O grande fala, o pequeno ouve. O grande discorda, o pequeno concorda. O pequeno teme, o grande ameaça. O grande atrasa, o pequeno se antecipa. O grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo.

Não é uma questão de gênero. Existem homens pequenos e homens grandes, mulheres grandes e mulheres pequenas. O temperamento e as circunstâncias influem, mas não determinam. O grande pode ser o mais bem-sucedido dos dois ou não. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é o mais esperto, mas existem pequenos espertíssimos. Depende do caso.

Como ninguém descobriu, até hoje, uma regra que permita determinar qual é o grande e qual é o pequeno, só observando o casal mais atentamente.

Na rua, o que anda distraído quase sempre é o grande. Quase sempre, no cinema, o grande só decide comprar pipoca depois que os dois já estão acomodados nas poltronas. O pequeno, então, fica esperando, vigiando, tomando conta para o filme não começar antes de o grande voltar, o que, por algum motivo, seria uma tragédia.

Numa festa, o pequeno deve estar ansioso para que a noite seja boa, principalmente se foi ele que sugeriu o programa. O grande se comportará de maneira indiferente até se embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito mais animado do que o pequeno. Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançará melhor. O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele, por isso sempre tem arquivados na cabeça assuntos que possam ser úteis em todas as ocasiões. A calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande está sempre melhor que o do pequeno, ainda que a festa inteira pense exatamente o contrário. O pequeno geralmente se comove com a lua calado, enquanto o grande aponta, olha só a lua. No final da festa é sempre o pequeno que quer ir embora, reservando o melhor da sua alegria para o resto da noite, enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente.

Mais tarde, o pequeno é macho, é gueixa, é desgraçado, é exclusivo e, se o coração do grande por acaso ouvir seus gritos, que sorte. No dia seguinte, o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que fiz tudo certo? Acho que eu não devia ter dito aquilo. Por que toda vez sou eu que beijo primeiro? Na dúvida, vai correndo procurar o grande, apesar de ter prometido que nunca mais faria isso.

O grande e o pequeno podem ser de qualquer espécie, inclusive bichos, com exceção dos gatos, que são todos grandes.

Não necessariamente formam um casal. Não é só nas histórias de amor que existem grandes e pequenos. Havendo mais de um, um par qualquer, dois adversários, dois irmãos, dois amigos, sempre haverá o que quer mais e o que quer menos, o fascinante e o fascinado, o generoso e o pedinte.

Mas como tudo pode acontecer, senão nada disso ia ter graça, a qualquer momento, por alguma razão, geralmente à noite, imprevisivelmente, o grande pode ficar pequeno, e o pequeno ficar grande de repente. Basta um vacilo, um acaso, um cair de tarde, um olhar mais assim, um furacão, uma inspiração, uma imprudência.

Quando isso acontece, é comum o pequeno ficar maior ainda, o que torna automaticamente o grande ainda menor. O ex-pequeno, logo que é promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se seu sofrimento tiver boa memória. Aí, coitado do novo pequeno, vai se arrepender de cada não beijo, cada não telefonema, cada não noite de insônia, cada não desespero, cada não entusiasmo, cada não carinho inesperado, indispensável, inevitável, imprescindível, cada não todas as palavras apaixonadas em qualquer língua do mundo. Ele vai se surpreender com a reviravolta, no começo, mas vai se conformar com sua nova condição de pequeno em seguida. E então vai seguir, cuidadoso e desastrado, na quase inútil intenção de conquistar o grande urgentemente.

Escrito por Adriana Falcão.

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